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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Mensagem da Semana: Somos nós que permitimos a ofensa



Quando somos crianças, desconhecemos o que esta palavra significa, por que na convivência com o outro, isso não existe. A infância é uma etapa do desenvolvimento em que recebemos informação. Por acreditarmos nos que nos transmitem segurança, e confiamos, aceitamos tudo como uma verdade.
Ou nos ensinam a pensarmos por nós mesmos, ou vamos viver através de dogmas, isto é, a verdade do outro é inquestionável.
O processo seguinte é escolhermos os valores e princípios que o outro usa, sem questionar, que passam a ser nossos e isso irá condicionar todo o nosso comportamento.  
Há comportamentos que se transformam em hábitos, e isso funciona, mais uma vez de forma automática.
O que acontece? 
Acontece que passamos a usar o que fomos adquirindo. Vemos desde muiito cedo, as pessoas discutirem e agredirem-se verbal e/ou fisicamente. E, é-nos dito que nos ofendemos com isso. As pessoas habituam-se que se ofendem, mesmo que nunca tenham parado para pensar se efectivamente se ofendem ou são ofendidos. 
Então, as pessoas crescem a ofender e a ofenderem-se, certo?
É evidente que as pessoas começam a ter consciência que determinados estímulos têm um resultado que desejam: incomodar, manipular, desequilibrar o outro com um preciso fim. Aqui existe uma intenção, é um facto. Então, a ofensa é mesmo isso que se pretende: ofender.
Este é o panorama que conhecemos desde sempre, até hoje.
No entanto, temos um novo paradigma que pode ajudar a transformar este com o qual se continua a sofrer.
Hoje, começamos a escolher: despir a dor, o sofrimento.
O novo paradigma: Não é o outro que nos magoa, com o que diz ou faz, no entanto, somos nós que permitimos que isso aconteça.
Funciona com todos, e para todos.
Aprender a ser assertivo é uma boa estratégia, e escolha, para deixarmos de "ofender".
Se o que o outro diz. ou faz, ainda nos incomoda, provavelmente, é por termos algo dentro de nós que ainda não está em harmonia, em equilíbrio, por resolver, e esse estímulo é como algo que abre uma ferida ou toca na mesma.
Exemplo: se tenho determinado comportamento, que é um estímulo para o outro, e este reage quando a intenção do mesmo não é ofender, terá sido a interpretação que fez desse estímulo que resulta, ou não, em sentir-me magoado,ofendido.  E, o mesmo acontece quando é ao contrário, posso interpretar segundo a minha perspectiva.
Ora, uma nova gestão é: se o que o outro diz,ou faz, não faz sentido para mim, por que é que me irei sentir ofendido/a só porque aquilo costuma ter esse efeito? Ah, disse que eu era imbecil. Sou imbecil? Não! Então, por que me vou ofender? Só porque quando me chamam nomes eu tenho que imediatamente reagir como seja uma ofensa? Que ganho tenho? Que utilidade? 
Gasto energia, irrito-me e depois não vou deixar de ser quem sou, certo?
Existe outra escolha:  foco-me em mim, e não valorizo o estímulo do outro. Como  por exemplo, uma bolha branca em meu redor; numa luz; numa montanha, vejo-me sentado/a á beira-mar. Posso escolher o que quiser, e tenho a certeza que mantenho a minha serenidade, mesmo que o outro esperneie.
Também posso ser assertivo/a e dizer: - Vamos terminar aqui; não permito que fales dessa forma comigo - tranquilamente e com segurança. E, sigo o meu caminho.
Portanto, a ofensa existe dentro de nós, no que acreditamos que é uma ofensa. A nossa atitude diz: Ah, tenho que me defender (então é porque me senti atacado). E, a minha imagem na sociedade... 
bla,bla, bla  Tenho necessidade de provar o meu valor ao outro? 
Ana Guerra


o·fen·der |ê| - Conjugar
(latim offendo, -dere)
verbo transitivo
1. Fazer mal a (outrem por actos ou palavras).
2. Magoar; injuriar, doestar; escandalizar.
3. Lesar.
4. Desconsiderar.
5. Pecar contra.
6. [Medicina]  Afectar, ferir; chegar a.
verbo pronominal
7. Levar a mal.
"ofender", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

o·fen·sa 
substantivo feminino
1. Acto ou efeito de ofender.
2. Afronta.
3. Desacato.
4. Ressentimento da pessoa ofendida.
"ofensa", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

dogma
Ponto fundamental ou mais importante de uma doutrina religiosa que se apresenta como algo indiscutível ou inquestionável.
[Por Extensão] Preceito; causa delimitada; opinião estabelecida, firmada ou inquestionável.
[Por Extensão] Qualquer discurso ou ideologia de teor inquestionável.
(Etm. do grego: dógma.atos, pelo latim: dogma.atis)


fotografia: National Geographic
música: https://www.youtube.com/watch?v=psCdIeIfrtA

sábado, 14 de janeiro de 2017

Labirinto

Hoje, deixo-vos com um presente meu, um sábado espectacular!



Um labirinto envolve-se em mim e não me permite delinear um contorno mais direccional.

Saber que tenho armas disponíveis, serena-me, mas o desafio lateja e eu escuto!

Reconfortar-me com as defesas que ergo ou aludir ao fluxo que abraço?

Entregar-me é a escolha, mas é o caminho duro para um humano!
26.10.2006

Ana Guerra



http://outrasdimensoes.blogspot.pt/2006/10/labirinto.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mensagem do Dia: Destino


Existem várias formas de se viver e escolher o significado desta palavra apesar da sua origem.
Uns consideram que lhes foi ensinado que é algo que está predestinado, e que não têm como fugir; esse paradigma tem vindo a mudar e hoje, crê-se que é algo que cada um tem a responsabilidade.
Quando se menciona o destino como um fim, sorte, fatalidade é provável que a melhor definição seja que a responsabilidade do mesmo esteja no comando de cada ser. Se usar como objectivo de atingir algo, como até uma viagem, então é definitivamente uma decisão pessoal.
Como podes ver, é algo que está directamente relacionado contigo, seja em que sentido acabamos por usar. 



Destino é o substantivo masculino que indica um fim ou resultado de uma determinada acção. Destino é sinônimo de sina, fado, sorte, futuro, fatalidade, fortuna.
https://www.significados.com.br/destino/  (este site tem um óptima explicação)
Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."  As fadas de Cottingley[editar | editar código-fonte]
e   
https://priberam.pt/dlpo/destino-lhes


fotografias: anónimas